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Impressões gerais
 

Votos pró-Angelim

         Entendam-me... Eu não posso ser excessivamente cuidadoso ao escolher os meus inimigos. Nenhum dos que tenho é um imbecil. São todos homens de algum valor intelectual e, por conseguinte, me apreciam. Todavia, em verdade vos digo: um diploma de pós-graduação em negócios públicos torna um prefeito muito mais consistente. Daí a grande aceitação popular ao trabalho do Angelim.

         Por isto, é preciso deixar bem claro, a tantos quantos interessar possa: há erros que devem ser apontados, urgentemente, por quem de direito, como eu, e como qualquer outro cidadão que se sinta responsável, também, pelo pique de desenvolvimento que temos experimentado desde o advento do benfazejo governo da floresta. O Acre nunca mais será o mesmo. Rio Branco não retroagirá e não marchará de costas para o futuro. Em dez anos, nós nos transformamos e mudamos muito, para melhor, é claro! Não chegamos à perfeição de Estocolmo ou Zurique, mas tentaremos. Por isto, é necessário cutucar algumas feridas ainda mantidas abertas por alguns fungos e bactérias da burocracia estadual.

         O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta. Eis uma das grandes máximas deixadas por Maquiavel, há meio milênio.

         Apenas para ilustrar a situação, tenho observado que há, em Rio Branco, presidentes de associações de bairros que não têm nenhuma simpatia pelo prefeito Angelim, o que não chega a ser tão estranho. Só que esses pseudo-cidadãos vão mais longe e, considerando que as reivindicações para a melhoria do seu reduto passam obrigatoriamente por eles, sem o que nenhum benefício é feito, não se esforçam o mínimo e sequer fazem chegar à prefeitura aquilo que é reivindicado pelo povo. Ficam calados, pouco participam ou não participam das reuniões, apenas pelo fato de terem recebido promessas miraculosas de um ou de outro que hão de fazer-lhes assessores dessa comédia da vida pública. É um descalabro!

         O prefeito não sabe, por exemplo, que o Conjunto Esperança não recebe benefícios porque a participação da associação de bairro no planejamento participativo é pífia. As melhorias não acontecem por culpa de pessoas que querem ver a imagem da administração desgastada. Ainda nesse verão, um atijolamento, ou até mesmo piçarra, em alguns logradouros, já seria de grande valor para as pessoas que amargam poeira e lama, no verão e no inverno.

         O Residencial Petrópolis, em frente à AABB, não recebe benefícios porque é vítima de uma discriminação segundo a qual não faz parte do bairro Estação Experimental, ou de nenhum outro bairro. E ainda: é melhor atender as reivindicações específicas do povo da Estação, porque o Petrópolis é um conjunto de classe média, como se a classe média não pagasse impostos e tributos mil...

         E assim a desestabilização se opera... O cidadão não gosta do prefeito e, por isto, reduz todo o bairro ao seu poder irrisório ou ao seu querer mesquinho.

         Há uns assessores que têm por ocupação maior afastar o gestor municipal  -  o prefeito  -  dos munícipes. Conheço pessoas que me disseram ter passado dois ou três meses tentando um contato com o humílimo Raimundo Angelim, e não conseguiram. Pelo pano da camisa de pobre, pela idade dos sapatos ou pelo vinco da calça rota, cidadãos são barrados e lhes vedam uma simples entrevista com um prefeito que é bem mais um ídolo a quem muitos devotam grande admiração.

         Ora, os meus irmãos de cá nunca viram um prefeito trabalhador... Esse é o primeiro. Por isto o têm tornado um símbolo da eficiência e da probidade administrativa. Há os que o acham um milagreiro, principalmente, pelo fato de alguns burocratas o manterem longe do contato com o povo, como se fosse um santinho de frágil porcelana.

         Há os que se aproximam do gabinete do homem não com o intuito de pedir dinheiro... Quando busquei uma aproximação, não quis pedir que me fosse aviada uma receita médica. Fui com o objetivo de fazer sugestões tão válidas quanto exeqüíveis. Eu não queria emprego, até porque já tenho dois que não me permitem ir às esmolas.

         Se percalços como estes forem observados, a cidade agradecerá, pois mais votos virão para o Angelim, um gestor com vasta formação acadêmica forjada nas lides da Universidade Federal do Acre, um economista de notável valor, um professor universitário sempre lembrado enquanto um dos melhores de todos os tempos do Curso de Economia, um especialista em gestão pública com muita experiência acumulada ao longo de mais de quatro décadas, exemplo para este escriba e para uma legião de jovens que nele hoje se espelham. 

         A bem da verdade, já estou em plena campanha. Mas esta, sim, uma campanha por sugestões que venham de onde vieram, contanto que sejam úteis para a melhoria da qualidade de vida do povo desta terra.

 



Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 15h38
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