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O professor José Cláudio Mota Porfiro há muitos anos vem contribuindo com seus artigos nos jornais de Rio Branco, seja no Página 20 ou em A Gazeta. Ele acumulou uma vasta produção escrita a respeito do nosso Estado, focalizando, sobretudo, temas que nos remetem ao cotidiano da capital acriana. Nascido em Xapuri, a Princesinha do Acre, onde fez os primeiros estudos, Porfiro não deixa de extrair assuntos referentes ao município natal, com o qual mantém uma relação telúrica, embora residindo em Rio Branco. Tratando de temas especificamente locais, o cronista expressa sua visão filosófica sobre o mundo e as situações que o cercam. A regularidade com que publica chegou a lhe render o livro Janelas do tempo, que através de textos selecionados revela bem a alma desse povo forjado nos seringais, de origem humilde e bem nordestina. No sentido de contribuir para o fortalecimento da identidade regional, Porfiro constitui-se num personagem que muito tem a dizer sobre sua gente, seu momento e sua terra, coisas que traduz em escritos semanalmente, hoje, publicados em A Gazeta, jornal de maior circulação do Estado. Além disso, nesse mesmo periódico, Porfiro se lança ao desafio de publicar, a cada domingo, um capítulo de sua primeira obra de ficção, um romance folhetinesco, que remete à história da colonização acriana. Chama-se O inverno dos anjos do sol poente, nome pomposo para um texto escorreito e ensolarado. Enquanto o romance não é publicado em livro, podemos acompanhá-lo no referido jornal ou no blog do autor, cujo link é... Fica a sugestão de leitura, pois precisamos mesmo das produções dos artistas locais, no sentido de decifrarmos quem somos neste pedaço de chão encravado na ponta extrema do Brasil.
▪ A ilustração é de Danilo de S’Acre para capa do livro Janelas do tempo, de José Cláudio Mota Porfiro.
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 17h51
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