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O INVERNO DOS ANJOS DO SOL POENTE Capítulo XIV Babel amazônica
Até agora permaneço no restaurante do cais do porto. Tiro o relógio da algibeira e constato que me avancei nas observações iniciais. Já são onze e meia da manhã e, deslumbrado, ainda estou a observar o movimento, tanto das pessoas da cidade que circulam pelas imediações, como dos recém chegados que, pouco a pouco, debaixo de chuva fina, vão sendo levados dali, vagarosamente, como em procissão dolorosa que mais parece marcar o começo de uma interminável via crucis através dos caminhos, varadouros e estradas de seringa; rios, igarapés e barrancos destes confins de mundo amazônicos. Todos caminham por umas ruas estreitas, quase sem casas, no rumo da esquerda, em sentido contrário ao Mercado dos Peixes, do Cais do Ver-O-Peso. Rente à margem da baía, o terreno é plano e coberto por uma relva fina. Por isto vejo que, lá já distante, alguns grupos começam a entrar em uns casarões sem pintura e de telhados e paredes de um zinco consistente e avermelhado pelo tempo implacável. Vêm à lembrança, então, os depósitos humanos de Senador Pompeu, Ceará, que esconderam dezenas de milhares de cadáveres de retirantes para que a história jamais os descobrisse, mas descobriu. Os velhos políticos e governantes, líderes sujos, promíscuos e sem alma, desde sempre, apóstatas e inquisidores de crimes sociais tão graves, promotores desses verdadeiros holocaustos fratricidas, queriam tão somente que aqueles farrapos humanos saídos do sertão não fossem enfeiar a reluzente cidade de Fortaleza. Entre os gravíssimos e sisudos dirigentes, houve quem dissesse, à época, frases secas do tipo: - Ao inferno com eles! Oh, Deus! Olho para a malota de couro bordado. Ali tem dinheiro suficiente para um ano de farra não tão comedida. Mas não estou aqui para isso e foi o que me fizeram jurar as tias velhas na terra distante. Penso no passado recente. Ora, tá! Tenho dezoito anos e, com certeza, todo o meu passado é recente. No anteontem da minha vidinha doida, corria a cavalo pelas estradas do Baturité. No ontem me apaixonei por uma donzela inalcançável, quenguei com uma outra imponderável e corri com medo de um marido traído e intolerante, ou intolerável. Hoje, cá estou. E faço deste um balanço sucinto do primeiro período de uma vida que teria ainda mais outras quatro etapas para engolir. Mais uma vez, passa o bonde carregado de gente, a maioria sem camisa. Atravesso a rua celeremente, pois o meu chapéu de massa, devido a chuvinha, não pode perder a beleza, a elegância. - Boas tardes ou bons dias! O senhor é que é o dono da pensão? - Disse dirigindo-me a um sujeito de média estatura, nem gordo, nem magro, uns vinte e seis anos, bigodes finos meio pontiagudos, cabelos lustrosos em brilhantina, calças pretas, camisa de punho branca e um avental bege impecável. - Seja muitíssimo bem vindo à Estalagem Santa Maria Madalena! - Disse o janota com sotaque dos que vêm da região do Alentejo, Portugal. – Aqui temos aposentos espaçosos, com guarda-roupas e jarras para banhos. Há serviço de quarto e uma rapariga te lava as roupas, semanalmente. As refeições são servidas no restaurante ao lado, também de nossa propriedade, onde também há refrescos de frutas regionais e cerveja. A especialidade da casa é o bacalhau à moda do Porto, servido com vinho da mesma origem. Que achas? - Coisa de primeira qualidade. Gostei e já fiquei. Subo, tomo um banho, mudo a roupa e já desço para o almoço e um dedo de prosa com vosmecê, pois não! Sinto que estou a arranjar talvez um bom amigo, em vista da educação e dos modos e rapapés com que me dirigiu a palavra. Um sujeito pai d’égua e sacudido. Fui com as fuças dele de primeira. Pense num cabra bom! Alvíssaras! A hospedaria é de gosto muito acima do razoável, apesar de uma escada íngreme que leva ao andar superior, ou sobrado. Há uns vinte aposentos, como diz o português. Uma limpeza e uma organização impecáveis são enfatizadas por flores de manacá e muitas samambaias, também no restaurante de toalhas brancas e mesas redondas, no capricho. |
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 11h56
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secas do tipo: - Ao inferno com eles! Oh, Deus! Olho para a malota de couro bordado. Ali tem dinheiro suficiente para um ano de farra não tão comedida. Mas não estou aqui para isso e foi o que me fizeram jurar as tias velhas na terra distante. Penso no passado recente. Ora, tá! Tenho dezoito anos e, com certeza, todo o meu passado é recente. No anteontem da minha vidinha doida, corria a cavalo pelas estradas do Baturité. No ontem me apaixonei por uma donzela inalcançável, quenguei com uma outra imponderável e corri com medo de um marido traído e intolerante, ou intolerável. Hoje, cá estou. E faço deste um balanço sucinto do primeiro período de uma vida que teria ainda mais outras quatro etapas para engolir. Mais uma vez, passa o bonde carregado de gente, a maioria sem camisa. Atravesso a rua celeremente, pois o meu chapéu de massa, devido a chuvinha, não pode perder a beleza, a elegância. - Boas tardes ou bons dias! O senhor é que é o dono da pensão? - Disse dirigindo-me a um sujeito de média estatura, nem gordo, nem magro, uns vinte e seis anos, bigodes finos meio pontiagudos, cabelos lustrosos em brilhantina, calças pretas, camisa de punho branca e um avental bege impecável. - Seja muitíssimo bem vindo à Estalagem Santa Maria Madalena! - Disse o janota com sotaque dos que vêm da região do Alentejo, Portugal. – Aqui temos aposentos espaçosos, com guarda-roupas e jarras para banhos. Há serviço de quarto e uma rapariga te lava as roupas, semanalmente. As refeições são servidas no restaurante ao lado, também de nossa propriedade, onde também há refrescos de frutas regionais e cerveja. A especialidade da casa é o bacalhau à moda do Porto, servido com vinho da mesma origem. Que achas? - Coisa de primeira qualidade. Gostei e já fiquei. Subo, tomo um banho, mudo a roupa e já desço para o almoço e um dedo de prosa com vosmecê, pois não! Sinto que estou a arranjar talvez um bom amigo, em vista da educação e dos modos e rapapés com que me dirigiu a palavra. Um sujeito pai d’égua e sacudido. Fui com as fuças dele de primeira. Pense num cabra bom! Alvíssaras! A hospedaria é de gosto muito acima do razoável, apesar de uma escada íngreme que leva ao andar superior, ou sobrado. Há uns vinte aposentos, como diz o português. Uma limpeza e uma organização impecáveis são enfatizadas por flores de manacá e muitas samambaias, também no restaurante de toalhas brancas e mesas redondas, no capricho.
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 17h57
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O banho frio é demorado. Faço uma aspersão lenta da lavanda Lírio do Campo e visto a única calça bege e uma das duas camisas de punho brancas que couberam na malota bordada. Apesar do cuidado, a roupa de linho se amarrotara um tanto, assim como o sapato Anquilé. Desço os dois lances de escada e vou ter com uma salão de médio porte já com as mesas tomadas por senhores e senhoras bem vestidos, apesar das caras simples. Há um local reservado para o mais novo hóspede, eu. Peço uma frasqueira pequena do tal vinho do Porto enrolada em folha de cortiça. Almoço à tripa forra, como um general ou que nem um lord. O bacalhau é a comida mais gostosa que eu já houve por bem ter experimentado. (Também, pudera! No Ceará, as mulheres tecem a melhor renda mas, no fogão, não fazem nada que preste, com raras exceções.) A clientela devora tudo com apetite de carcará. São funcionários do comércio e do serviço público. Senta à minha frente, então, o português e eu já peço mais uma taça do tal vinho. Em minha memória, começa a desenhar-se um apelido: Galego. Afinal, sempre soube colocar nas pessoas esses codinomes bastante sugestivos. Ele pode não ser da região da Galiza, Portugal, mas que vai pegar, isso vai! - Eu estive a falar bastante das qualidades da casa, mas esqueci de lhe dizer que sou Belmiro de Pontes, natural de Guimarães, Portugal. Meu pai, hoje falecido, fundou este negócio e pôs este nome porque nasceu em um vilarejo de lá chamado Santa Maria Madalena... E tu, com todo o respeito, de onde vens? O que fazes? Para onde vais? - Sou Melchíades Ferreira de Lajes, seu criado. Nasci na cidade do Baturité, Ceará, estudei no Liceu Cearense, em Fortaleza, por três anos, e vim em busca de me tornar bacharel na Faculdade de Ciências Jurídicas e Econômicas do Pará. - Ô raio! Mas que interessante! É verdadeiro que temos muito a conversar. Vou à cozinha e à gerência e volto em seguida. Mais tarde faremos um passeio pelas redondezas, para reconhecimento do terreno em que agora tu pisas. Que achas? É exatamente do que estou precisando. Agora posso dispor, já, de um cicerone. Para comemorar comigo mesmo, ingiro mais uma taça do vinho e já estou ficando quase zureta, como os de lá, ou zuruó, como os de cá. Às duas horas da tarde, o calor é intenso mas, de repente, cai uma chuva espessa de pingos grossos que, segundo me diz depois o Belmiro de Pontes, é pura tradição, avisa e vem todo santo dia, no mesmo horário, e até serve de um referencial do tipo: vou ao banco antes da chuva, ou o enterro só sairá depois da cruviana, e assim por diante. Em vinte minutos de água densa, já faz sol, mas o calor arrefece um pouco e a tarde se torna amena. Agora em mangas de camisa branca e calça cáqui, o Galego desce para um passeio que ele chama de ronda. Caminhamos vagarosamente pela sombra dos velhos casarões do Boulevard Castilho França, conforme leio na placa indicativa. Meu companheiro cumprimenta festivamente a todos. Abraça os conhecidos e me apresenta como um novo amigo vindo do Ceará. Atravessamos a rua e nos embrenhamos em meio a uma floresta de barracas onde homens e mulheres vendem de tudo. Oferecem-me folhas e ungüentos próprios para trazer de volta ao lar a mulher safada ou o homem aventureiro. Um vidrinho contém um perfume que, segundo uma índia velha gorda, tornar-me-á um jumento na cama, como se esse bicho precisasse de alcova para gerar filhotes. Um pó de chifre de veado roxo fará de mim o homem mais desejado do mundo, pelo belo sexo, é claro... E assim por diante. De repente, já não há mais barracas e nós entramos no Mercado dos Peixes. De longe, reconheço no tal pirarucu um primo-irmão do bacalhau do Galego. Encanta-me ver tantos e de tantos tamanhos e formatos, mas o mais bonito é o pirambutaba, com o seu dorso amarelado e a barriga branca. Um sujeito me diz que, de tanto comer os miolos dessa espécie, a população do baixo Rio Amazonas, apesar da pouca estatura e cabelos de índio, está ficando com as cabeças louras em vista de um certo elemento químico desconhecido que é ingerido, mas que não faz mal à saúde. Na saída do mercado, um cheiro horrível me ofende as narinas. Busco um aroma mais forte. O patchuli não dá certo. A canela em pó não dá jeito. Meto a venta num pó cinzento e saio aos espirros a atravessar a rua no rumo das Lojas Pernambucanas. O nariz arde. Houvera aspirado a tal pimenta do reino mas, nem assim, a catinga de podre do cais das barcaças deixou de me embrulhar o estômago. Arre égua! | Passo a acreditar numa das muitas frases e provérbios apócrifos escritos nos quadros do Liceu Cearense pelo velho mestre Quandú Pirento, ou Góis e Castro, como queiram. |
De todos os sentidos, a vista é o mais superficial, o ouvido, o mais orgulhoso, o olfato, o mais voluptuoso, o gosto o mais supersticioso e inconstante, e o tato o mais profundo. Acabo de me render a Dennis Diderot, um dos intelectuais franceses que instilou no povo a necessidade da Revolução e da Queda da Bastilha. Seguimos depois do susto nos narizes. Dobramos a próxima rua à esquerda, a 15 de Novembro, parece-me. Logo na outra esquina está uma senhora de saias rodadas e um pano branco amarrado à cabeça. Ela mexe uns dois panelões fumegantes em cima de fogareiros. Perguntado sobre do que se trata, Belmiro de Pontes passa a explicar: - Este é o maravilhoso tacacá. É feito a partir de um caldo extraído da macaxeira, ou mandioca, que é misturado a umas folhas que têm o nome de jambu e ao camarão seco. É uma bebida dos deuses. Na aparência, feia para os que não a conhecem, mas quando as áreas atingidas passam a ser o paladar e o olfato, revela-se uma iguaria que quase chega ao patamar do sobrenatural; isto, sem falar nas propriedades terapêuticas que vão, inclusive, ao campo dos afrodisíacos. - Pelo cheiro, realmente, chega a dar água na boca, mas eu não vou provar, pelo menos agora, pelo fato de ainda estar digerindo o tal vinho do Porto. Depois, quem sabe, no dia em que me falhar a libido... De longe, avisto a Igreja do Carmo. Entro e rezo um Padre Nosso e uma Ave Maria, diante da Nossa Senhora que dá nome à Casa de Deus. Ali perto, em seguida, na Igreja de Santo Alexandre, peço-lhe equilíbrio, sensatez, calma, sabedoria e prosperidade pela via dos estudos da Economia e do Direito. Não tão distante, é a vez da visita à Igreja das Mercês, em honra a Nossa Senhora das Mercês. Lá louvo e agradeço a Deus por tudo de bom que me tem colocado ao dispor. - Pronto, Belmiro! Estou debaixo da proteção dos céus. Podemos até tomar uma cerveja gelada e amanhã eu venho a esta loja Paris N’América e comprarei umas duas calças de linho puro, umas três camisas de cambraia bordada, um terno azul escuro, uns sapatos e meias novas e um chapéu panamá para aparar o sol que por aqui também é de cozinhar o juízo. Proseamos como dois velhos e bons amigos até as cinco e trinta, hora em que o Galego abre o restaurante que, à noite, é mais um bar metido a bacana. Dormi por umas duas horas, tomei mais banho, vesti a mesma roupa e desci para a janta. Não jantei. Bebi mais cerveja e belisquei camarões e queijo do reino. Depois, em passeio, agora sozinho, sigo pelo mesmo itinerário da tarde. Ando um pouquinho mais adiante. Cá estou.
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 09h54
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São onze horas. Uma voz feminina rouca quebra o silêncio da noite que se anima cada vez mais, para o meu espanto. Imitam muito bem Dalva de Oliveira. A música, depois soube, é Camisola do dia, de Herivelto Martins: Amor, eu me lembro ainda Era linda, muito linda Um céu azul de organdi A camisola do dia Tão transparente e macia Que eu dei de presente a ti Tinha rendas de Sevilha A pequena maravilha e o teu corpinho abrigava E eu era o dono de tudo Do divino conteúdo Que a camisola ocultava A camisola que um dia Guardou a minha alegria Desbotou, perdeu a cor Abandonada no leito Que nunca mais foi desfeito Pelas vigílias de amor... Lá em cima, no pórtico do sobrado centenário, em letras garrafais verdes na parede branca iluminada, lê-se CHUÁ. Sobre a porta, uma lâmpada vermelha e uma escadaria. Depois de uma dúzia e meia de degraus, há penumbra, sorrisos comprometedores, mesas ocupadas. Tudo indica tratar-se de um lupanar, como me havia comentado o Galego. Eu chamo de casa de mulheres da vida difícil.
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 09h51
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ESTÁ CERTO O LUÍS! Não é verdadeira a assertiva segundo a qual cada estado brasileiro contribui com um produto e, desta forma, gira a roda da Economia como em conjunto. Um estado produz tomate, outro beterraba, outro mandioca, e assim por diante. Não. A verdade é que Rondônia produz e exporta em grande escala, a grosso modo, cereais, laticínios, carnes, minerais, madeira, peixes, produtos cerâmicos, e assim por diante. O vizinho Amazonas é um polo exportador de eletrodomésticos, peixes, carnes, petróleo, além do turismo ecológico, dentre outros. O outro Estado amazônico, o Pará, vive da exportação de minério, peixes, carnes, cereais, frutas, verduras, legumes, e por aí vai... Basta um pouco de sanidade para observar que, se no vale do Acre o que plantamos é irrisório em vista do aumento da população, no vale do Juruá chega a ser vergonhoso, conforme o Reynold Sthefanes, ministro da agricultura, ter que comprar hortifrutis do Peru. É preciso fazer ver àquele povo que, onde nasce a macaxeira, nascerá a tomate, a alface, a couve, dentre tantas hortaliças, além das árvores frutíferas e das leguminosas. O emprego público que individa ou o favor do político assistencialista não podem ser os únicos e últimos sonhos dos cruzeirenses, além de sempre quererem ter como capital a cidade de Manaus. Insisto em que cabe aos órgãos da extensão rural ensinar que do boi só se perde o berro e a merda desse ruminante é incrível para fazer com que as plantas cresçam... Experimentem e verão! (José Cláudio Mota Porfiro)
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 21h42
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O MAL DO SÉCULO
O MAL DO SÉCULO Este é o título de um texto que está inserido no meu livro de crônicas JANELAS DO TEMPO. Nenhum mal em momento algum da história da civilização assolou a humanidade com tanta violência como as drogas. Todavia, constatação muito mais séria me acorre agora quando algumas pessoas que conduzem veículos são instadas a soprar no bafômetro e o teor etílico não demonstra alteração, apesar de o sujeito estar visivelmente perturbado. O que ocorre é que o aparelho não foi feito para identificar a doidice por inalação de cocaína ou fumaça de basilares. Ora, senhores! O buraco é muito mais embaixo. Desde sempre observo que a maioria dos que tomam uma cerveja a mais tendem a dirigir mais devagar. Ao passo que aqueles cujos narizes rotundos e rombudos enfrentam carreiras de pó ficam, sim, loucos e se suicidam debaixo dos caminhões que levam e trazem progresso. O indivíduo que faz uma coisa dessas tem mesmo é vontade de viajar, no dizer deles próprios, talvez para as profundezas, em alta velocidade como esses que, endemoinhados, andam a mais de cem quilômetros horários em estradas imaginárias que sempre os levam para o além, muito além! (José Cláudio Mota Porfiro)
Escrito por José Cláudio Mota Porfiro às 21h33
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